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Moda Sustentável

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Não sabe o que fazer com as fitas VHS velhas, ou com aquela esponja de aço que não tem mais utilidade? Pois fique sabendo que nas mãos da estilista Baby Steinberg elas tem outro destino sem ser a lata de lixo.
Baby é gaúcha e há cerca de 10 anos foi radicada no Canadá. Ela apresentou sua coleção feita com tecido reaproveitado em outubro do ano passado, em Toronto. E agora tem suas peças expostas na Caixa Cultural, na Praça da Sé, Centro de São Paulo.



São 15 modelos originais, feitos de palha de aço, filtro de café, tela de proteção agrícola, retalhos e vários outros tipos de materiais.

A mostra é gratuita e fica aberta até o dia 6 de maio na capital paulista. Boa exposição!

Estilistas ecológicos não deixam retalhos para trás

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O design de “desperdício zero” se esforça para criar padrões de roupas que não deixam retalhos de tecido no chão da sala de corte. Isto não é um exercício de vanguarda maluca, mas uma maneira de eliminar milhões de toneladas de lixo por ano.
Profissionais da indústria de confecções dizem que cerca de 15% a 20% do tecido usado para produzir roupas acaba nos aterros sanitários dos EUA, porque é mais barato jogar fora do que reciclar os retalhos.

Um pequeno, mas apaixonado grupo de estilistas passou os últimos anos experimentando técnicas de design de desperdício zero, e algumas ideias começam a entrar na corrente dominante.

Em setembro, a Parsons the New School for Design de Nova York -que inspirou uma geração de futuros estilistas com a série de TV “Project Runaway”- vai oferecer um dos primeiros cursos de moda do mundo com desperdício zero.

O livro “Shaping Sustainable Fashion: Changing the Way We Make and Use Clothes” (Moldando a moda sustentável: mudando a maneira como fazemos e usamos roupas), de Alison Gwilt e Timo Rissanen, pioneiros do desperdício zero, será publicado em fevereiro pela Earthscan.

E uma exposição de moda nessa tendência será realizada na Nova Zelândia na próxima primavera e em Nova York no outono boreal seguinte.
“Claramente esta é uma ideia que chegou na hora”, disse Sandra Ericson, fundadora e diretora do Centro de Design de Moldes, que estuda e ensina tendências históricas e atuais na produção de moldes em St. Helena, Califórnia.

Mas a idéia demorou um pouco para chegar aos EUA. Quase todos os estilistas avessos ao desperdício estão em outros países, como Mark Liu, Julian Roberts e Zandra Rhodes, no Reino Unido; Susan Dimasi e Chantal Kirby, na Austrália; McQuillan na Nova Zelândia; e Yeohlee Teng, que trabalha em Nova York, mas nasceu na Malásia.

Entre os que foram instrumentais para promover a mudança está Rissanen, um estilista finlandês que é o primeiro professor-assistente de design de moda e sustentabilidade na Parsons. O objetivo de seu curso?

Criar jeans que são tão próximos do desperdício zero quanto possível, mas também bonitos -o que não é tarefa fácil. Rissanen sabe disso em primeira mão. Ele já foi dono de uma etiqueta de moda masculina chamada Usvsu.
“Tive de aprender a desenhar de novo”, disse Rissanen sobre suas primeiras incursões no desperdício zero. “O primeiro ano e meio foi de muita tentativa e erro.”

Uma maneira de eliminar o desperdício é criar um padrão de roupas -com reforços, bolsos, golas e barras- que se encaixe como um quebra-cabeça.
Esses estilistas preferem certas técnicas de corte com nomes como “corte serrote” (Liu) e “corte de subtração” (Roberts). Rissanen colocou o seu em um blog,
Zerofabricwastefashion.blogspot.com. Outro método é simplesmente não cortar o tecido, mas envolvê-lo diretamente no manequim e prender, fazer camadas e costurar.

Mas essas técnicas não tiveram muito êxito com os grandes fabricantes. “Todos eles estão mais ou menos experimentando”, disse Simon Collins, reitor da escola de moda da Parsons, “mas acham difícil comprometer-se”.

Isso ocorre em parte por causa de custos e da infraestrutura atual. Por exemplo, a largura padrão do tecido para a produção comercial de jeans é 60 polegadas (152 cm). Usar uma largura diferente poderia mudar o volume de desperdício, mas também exigiria a reformulação de uma linha de produção.

E, enquanto o design sustentável não custa necessariamente mais, reformular uma fábrica é evidentemente caro.

Mas Collins não desiste. “Somos ofendidos pelo desperdício de 15% de tecido”, disse. “Acreditamos em um ótimo design. Mas não acredito em roupas que desperdiçam.”

Fonte: http://sergyovitro.blogspot.com/2010/08/estilistas-ecologicos-nao-deixam.html

Moda Reciclada

terça-feira, 27 de julho de 2010

Desde o dia 15 de julho, começou a segunda edição de um projeto super bacana do Morumbi Shopping de São Paulo juntamente com o estilista Alexandre Herchcovitch e a ONG Florescer.

Veja como é simples e bem estruturado o projeto:

Mais uma vez, o MorumbiShopping vai transformar roupas doadas em peças “recicladas” por Alexandre Herchcovitch. É o Projeto Moda Reciclada 2010, que, neste ano, conta com uma grande novidade.

A ideia surgiu porque a maioria das pessoas acaba guardando no armário diversas roupas que não usa. E elas ficam lá, esquecidas. Ou melhor, ficavam. O MorumbiShopping se lembrou delas e inventou um jeito de fazer com que roupas usadas se transformassem em uma grande ajuda para quem precisa.

O Projeto Moda Reciclada funciona assim: primeiro, você dá uma geral no seu guarda-roupa e separa tudo o que só está lá ocupando espaço. Depois, vai até o MorumbiShopping e entrega essas peças no posto de doação, que foi montado no piso Térreo. É a partir daí que começa a ficar interessante.

As peças recebidas pelo MorumbiShopping passarão por uma releitura completa, que será feita por ninguém menos que Alexandre Herchcovitch. Com um time de costureiras de uma comunidade carente, Alexandre Herchcovitch transformará as roupas doadas em peças completamente novas. Blusa pode virar calça, camisa pode virar vestido, vale tudo. E o melhor: você vai poder acompanhar a transformação das roupas ao vivo, porque tudo isso vai acontecer em um ateliê de vidro, construído no Atrium do MorumbiShopping.

E a grande novidade do Projeto Moda Reciclada 2010: quando as novas roupas estiverem prontas, o Ateliê vai se transformar na pop up store Moda Reciclada, uma loja especial onde você vai poder comprar as peças, únicas e exclusivas, desenvolvidas por Alexandre Herchcovitch para o projeto. Toda a renda obtida com a venda das roupas recicladas será revertida para a ONG Florescer. Ou seja: além de contribuir com o seu visual, o projeto também vai contribuir com uma comunidade carente.

E tudo o que você precisa fazer é doar. Fique ligado. Você tem até 1º de setembro para doar as roupas que não usa ao Projeto Moda Reciclada MorumbiShopping.

Fala sério! Excelente essa iniciativa e como seria interessante ver isso acontecer em todo país, não acham!?